
Quatro tradicionais clubes brasileiros entraram em campo pela Taça Libertadores da América, ontem: Internacional, Grêmio, Fluminense e Cruzeiro.
O Inter, jogando em casa, precisava apenas de um empate para se classificar diante do Peñarol. O primeiro jogo no Uruguai terminou com o empate em 1 a 1.
Tudo caminhava bem após Oscar abrir o placar para os gaúchos. Porém, em um apagão geral dos brasileiros, o Peñarol conseguiu virar o jogo em apenas 5 minutos na qual pressionou um pouco mais. Os gols foram anotados por Alejandro Martinuccio e Olivera.
O atual campeão do torneio caía em pleno Beira-Rio e via o sonho de conquistar o tri campeonato ficar pelo caminho, para desespero dos torcedores colorados presentes no estádio.
Mas a noite de terror dos brasileiros não acabou por aí. Mais tarde, foi a vez do Grêmio entrar em campo e lutar por sua sobrevivência na Libertadores. A missão do Imortal era um pouco mais complicada se comparada a do rival Inter: precisava vencer a Universidad Católica no Chile de qualquer maneira, pois perdeu o jogo em pleno estádio Olímpico por 2 a 1.
Não conseguiu, mostrou ser um time limitado e ainda levou um gol da Católica, anotado por Milovan Mirosevic.
Assim como seu rival, deu adeus ao sonho da conquista pelo tri campeonato da competição.
Outro brasileiro que entrou em campo foi o Fluminense. O time carioca construiu uma boa vantagem no Rio de Janeiro diante do Libertad do Paraguai, vencendo o jogo por 3 a 1 e só precisava de um empate para se classificar.
Mas não conseguiu. O Fluminense assistiu o Libertad jogar, tomou 3 a 0 (gols de Rojas, Samudio e Nuñez) e foi eliminado do torneio. O Fluminense entre todos os brasileiros presentes na competição, foi o único que não conquistou as Américas.
Mas talvez a eliminação mais inacreditável da noite tenha sido mesmo a do Cruzeiro. O time de melhor campanha na primeira fase, jogando um futebol de encher os olhos de sua torcida e porque não, dos rivais, fez tudo que não deveria ter feito em um mata-mata: o time não jogou nem metade do futebol apresentado até então, estava nervoso em campo, viu o Once Caldas pressionar e mandar até bola na trave na primeira etapa e não conseguiu sequer administrar o empate que lhe daria a classificação para a próxima fase.
Irreconhecível, o Cruzeiro tomou 2 a 0 (gols de Amaya e Montoya) do time com pior aproveitamento entre todos os classificados na primeira fase, com direito até a expulsão do meia cruzeirense Roger, que deu três carrinhos desnecessários no jogo e de Carbonero para o time colombiano, após acertar o cotovelo no rosto de Henrique. Ainda teve um golaço de Gilberto mal anulado pelo bandeirinha que se equivocou no lance e deu impedimento. O gol de Gilberto levaria até então, a disputa para as penalidades máximas.
Quem proporcionou a cena mais lamentável da noite foi o técnico cruzeirense, Cuca.
Em lance isolado, onde foi marcado lateral para o Cruzeiro cobrar, o treinador celeste no pico máximo de seu nervosismo, deu uma cotovelada no rosto de Rentería e foi expulso. Não há justificativa para um ato de total desequilíbrio de Cuca.
Definitivamente, a noite não foi brasileira.
SOBROU UM BRASILEIRO NO TORNEIO.
O único sobrevivente brasileiro na Libertadores é o Santos. O time da baixada santista venceu o América do Mexico no primeiro jogo por 1 a 0 e precisava de um empate fora de casa para se classificar.
Conseguiu, mas tomou um sufoco enorme dos mexicanos e quase viu seus planos defensivos irem embora junto com a classificação.
O Santos enfrenta agora o Once Caldas.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Uma noite para o futebol brasileiro esquecer.
Postado por Grazi Fernandes às 05:28
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